Não existe felicidade sem gratidão

Não existe felicidade sem gratidão

Você sabia que a gratidão tem sido estudada cientificamente e que já foi comprovado que ela é um fator imprescindível para a felicidade e bem-estar?

O primeiro registro da palavra gratidão surgiu em 1543 e seu significado vem do latim gratia que significa literalmente graça, ou gratus que se traduz agradável. Por extensão, significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe ou lhe é concedido.

A gratidão é o fator esquecido na pesquisa da felicidade, avalia o Dr. Robert Emmons, opinião endossada por Todd Kashdan, professor adjunto de psicologia da George Mason University (Estados Unidos) e um dos pioneiros da “Ciência da Felicidade”. Ele declarou que, se tivesse de nomear três elementos essenciais para criar felicidade e dar sentido à vida, estes seriam relacionamentos significativos, gratidão e viver no momento presente com uma atitude de abertura e curiosidade.

Segundo o Dr. Robert Emmons, criador da Ciência da Gratidão ela é “uma sensação percebida de maravilhamento, agradecimento e valorização da vida”.

Autor de vários livros e monografias relativos ao tema, Emmons tem participado de estudos nessa área que estão ajudando a compor um retrato detalhado das pessoas que manifestam gratidão. Segundo ele, pessoas gratas exibem níveis mais altos de emoções positivas, satisfação com a vida, vitalidade e otimismo, dormem mais, fazem mais exercícios físicos, sua pressão arterial e seus níveis de depressão e estresse são mais baixos.

As pessoas gratas não negam ou ignoram os aspectos negativos da vida, mas aparentemente ampliam os estados associados a sentimentos agradáveis. Em suas relações sociais, elas são consideradas mais generosas e prestativas.

As crianças que praticam a gratidão apresentam mais atitudes positivas em relação à família e à escola.

Num ângulo mais espiritual o Dr. Emmons, explica que a gratidão independe de crenças religiosas, mas a fé amplia a capacidade de manifestá-la. As pessoas gratas têm uma tendência maior a crer na interconexão de todas as formas de vida, a firmar um compromisso com os outros e ser responsável por eles. Quem manifesta gratidão dá menos importância a bens materiais, é menos invejoso e tende a partilhar mais suas posses com os outros.

A gratidão muda o foco da sua vida e  estudos mostram que sua prática pode aumentar os níveis de felicidade em cerca 25%.

Conheça 8  benefícios diretos da gratidão:

1 – Ampliação da sensação de felicidade
2 – Disposição para a realização de  atividade física
3 – Estímulo ao  autodesenvolvimento
4 – Coração mais saudável
5 – Melhoria na qualidade dos relacionamentos
6 – Melhor qualidade de sono
7 – Melhora da autoestima
8 – Motivação para ir em busca  dos objetivos

Tudo isso não surge, porém, a partir de episódios esparsos de gratidão, alerta Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia na Universidade da Califórnia, Riverside. Para colher os frutos dessa emoção, afirma ela, é necessário exercitá-la constantemente. “Se você não fizer isso regularmente, não obterá os benefícios”, explica. “É como se você fosse para a academia de ginástica uma vez por ano. O que ganharia com isso? ”

Conheça algumas práticas que reforçam o sentimento de gratidão:

1) Faça um diário da gratidão – escreva os motivos pelos quais se sente grato.
2) Lembre-se  das coisas que já foram ruins em sua vida mas que já passaram – lembrar de superações  ajuda a desenvolver o senso de gratidão.
3) Use a linguagem de gratidão – o uso de palavras e gestos de gratidão no dia-a-dia faz com que você adquira o hábito de ser grato.
4) Aprenda orações de gratidão – orações permitem que você entre em conexão com algo maior, transcendo o aqui e agora.
5) Crie uma carta de Gratidão – escreva uma carta agradecendo a alguém que é ou foi muito importante em sua vida.

Se num período de 30 dias, você conseguir colocar essas ações em prática, você conseguirá experimentar o  efeito da gratidão em sua vida e se sentirá uma pessoa muito melhor. Vamos experimentar? Implemente a  gratidão em sua vida e seja mais feliz a cada dia.

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Este texto foi escrito por:
Elisete Costa de Melo
Psicóloga
Cognitivo Comportamental e Terapeuta Familiar
CRP 06/62351

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