São as emoções que nos movem

São as emoções que nos movem

Todos nós vivenciamos emoções de vários tipos e procuramos lidar com elas de alguma forma. Elas nos lembram de nossas necessidades, das nossas frustrações , dos nossos direitos e nos levam a tomar decisões, a fazer mudanças, fugir de situações de risco ou saber quando estamos insatisfeitos.

As emoções primárias são: medo,  raiva, tristeza, nojo, surpresa, desprezo, alegria e amor.

MEDO- A função básica do medo é a preservação da vida, gera o ato reflexo de luta-fuga ou “freezing”. O medo gera o 5Fs: frezzing (congelar); flignt (fugir). Fight (lutar); fright (assustar-se); faint (desmaiar).

O medo pode gerar:  pânico, ansiedade, nervosismo, desconfiança, preocupação, fobia, pavor e insegurança.

RAIVA – A pessoa tomada de raiva se sente restringida, privada, geralmente ocorre quando violam nosso código de valores, pode causar danos à pessoa ou ao ambiente. O lado positivo seria a expressão da assertividade ao invés da agressividade.

A raiva pode provocar: revolta, fúria, ódio, hostilidade, impaciência, indignação, irritabilidade e revolta.

TRISTEZA – É a emoção mais desagradável, geralmente ela é gerada por fracassos, perdas ou separações. Provoca retraimento e pode evoluir para problemas cognitivos e sociais como a depressão e o isolamento social. Mas também tem seu lado positivo – quando bem dosada – pode promover a reflexão a reparação e estimular mudanças positivas.

Da tristeza surge: sofrimento, desespero, mágoa, desalento, vergonha, desamparo, desesperança e depressão.

ALEGRIA – Serve como uma forma de equilíbrio contra as emoções desagradáveis, reforça os vínculos sociais. A principal via de expressão da alegria é a promoção de interações positivas.

Da alegria nasce: felicidade, êxtase, prazer, gratidão, euforia e satisfação.

SURPRESA – É uma reação que corresponde à percepção de novos estímulos que podem ser positivos ou negativos. Instiga a processar a experiência nova, procura formas ou estratégias para lidar com o estímulo.

A surpresa gera: maravilha, espanto, pasmo, choque, prazer inesperado e perplexidade.

NOJO OU REPUGNAÇÃO – Surgiu da necessidade de nos prevenir da contaminação por coisas deterioradas ou estragadas, para manutenção da nossa saúde. Gera o comportamento de rejeição, com reações de náusea, ela sofre influência de questões culturais. Ex: em algumas culturas comer insetos é algo normal enquanto na nossa cultura é algo repugnante.

Do nojo surge: repulsa e asco.

DESPREZO – Surge em situações em que indivíduos subjetivamente, têm necessidade de se sentirem superiores, mais fortes, mais inteligentes ou civilizados que outros. Também tem forte influência cultural.

O desprezo provoca : repulsa, aversão, desdém.

AMOR – Alguns autores consideram o amor uma emoção primária devido ao fato de seres humanos e animais a compartilharem. O amor está ligado ao APEGO, tem várias possibilidades de expressão: amor sexual e não sexual, cuidados adequados com os filhos, manutenção dos vínculos afetivos, é um importante redutor do estresse.

O amor desperta: aceitação, afinidade, adoração, paixão, devoção, dedicação e plenitude.

As emoções não são em sua essência boas ou más, o que faz com que possa ser prejudicial é a desproporção. Um pouco de raiva ou medo pode ajudar a proteger e ajudar e a reagir na hora certa mas em excesso provocam reações inadequadas. Amor demais pode levar devoção e apego exagerados, alegria demasiada pode causar euforia constante levando à da falta de limites e a perda do bom senso. A tristeza excessiva é devastadora, mas nós precisamos de uma dose de tristeza para refletir e processar as experiências dolorosas.

Enfim, o que fará a diferença é aprender a regular as emoções, modulando sua intensidade de modo a adequá-la à situação, assim as emoções serão guias confiáveis para a proteção contra ameaças, para gerar o impulso e direcionamento para realizar metas e objetivos, e também para gerar alívio e bem-estar. A psicoterapia pode ajudar muito no processo de aprendizado da regulação emocional.

SAIBA MAIS SOBRE EMOÇÕES LENDO: “Por que não se deve negar as emoções? ”

 

Este texto foi escrito por:
Elisete Costa de Melo
Psicóloga
Cognitivo Comportamental e Terapeuta Familiar
CRP 06/62351

One Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *