Por que tanta gente busca o amor desesperadamente?

Por que tanta gente busca o amor desesperadamente?

Muitas pessoas temem nunca encontrar alguém para amar. Pensam que deve haver algo errado com elas pois  acham que acabam sufocando e afastando pretendentes ou simplesmente acreditam que precisam ser perfeitas para merecer o amor.

Se existe a crença de não se sentir digno(a) de ser amado(a) , haverá fatalmente tentativas frustradas de relacionamento uma vez que  está consolidado no subconsciente a ideia de que se está fadado ao fracasso amoroso e à solidão.

Neste caso, são  muito comuns pensamentos como:

Eu nunca vou encontrar alguém.
Eu sempre escolho a pessoa errada.
Se eu fosse mais bonita seria mais fácil encontrar o amor.
Se eu fosse um homem muito bem-sucedido as mulheres não me rejeitariam.

Devido à baixa autoestima, tantos mulheres quanto homens, fracassam no âmbito dos relacionamentos íntimo. O  medo de não merecer o amor acaba criando uma barreira para os relacionamentos positivos.

Se falta autorrespeito e autoafeto, a tendência será ver as outras pessoas como fonte de aprovação ou desaprovação, buscando  a validação pelo outro já que não se consegue enxergar valor em si mesmo, o que ocasiona uma relação de dependência.

Pessoas que acreditam que não merecem ser amadas, inevitavelmente escolherão parceiros que irão  rejeitá-los ou abandoná-los. Confirmando, desta forma, sua crença de desamor.  Se encontrarem alguém que demonstre afeto sincero, tenderão a querer controlar o outro fazendo exigências e críticas e, consequentemente, a promoção de conflitos. Ou seja,  elas rejeitam seu parceiro(a) antes de serem rejeitadas.

Ao contrário, quando se colocam num estado de autoconfiança e paz, compreendem que relacionamentos não ocorrem num passe de mágica, sentem-se bem consigo mesmas, procuram agir com o que têm de melhor e sabem que serão capazes de encontrar uma relação no futuro. Desse modo, encontrar e manter uma boa relação afetiva será um resultado natural.

E você? O  que tem feito para se apaixonar por si mesmo?

 

Este texto foi escrito por:
Elisete Costa de Melo
Psicóloga
Cognitivo Comportamental e Terapeuta Familiar
CRP 06/62351

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