Não permita que o medo te paralise

Não permita que o medo te paralise

É inegável a influência do medo no nosso comportamento, ele está ligado ao nosso desejo instintivo de evitar perda, dor e morte.

Ao longo da nossa vida, podemos ser constantemente assombrados por temores como:

.  Medo de por fim a um relacionamento por temer ficar só.

.  Medo de ficar desempregado e não conseguir uma nova colocação no mercado.

. Medo de ser exposto a um constrangimento público e virar motivo de piada.

.  Medo de fracassar num projeto e nunca mais ter uma nova oportunidade.

.  Medo de declarar seu amor e sofrer rejeição.

.  Medo ser reprovado num exame importante e perder uma grande chance.

A lista de possíveis temores que podem inundar nossa mente é imensa todos eles têm algo em comum:

São pensamentos de que o pior irá acontecer!

Quando se é tomado  pelo  medo,  a capacidade de avaliação fica comprometida e consequentemente há uma  distorção de pensamentos, chamados  de PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS DISFUNCIONAIS ou ERROS COGNITIVOS.

Esses pensamentos automáticos distorcidos impedem que se faça uma avaliação exata das experiências, levam à conclusões precipitadas de que o pior irá acontecer.

O medo é uma emoção primária e instintiva que prepara nosso corpo para reação de ataque ou fuga. Do ponto de vista evolutivo, o medo foi e continua sendo essencial para nos preservar no caso de perigos reais.

O problema é quando o perigo que imaginário provoca uma paralisia mental,  por exemplo:

. Acreditar  que se perder o emprego estará acabado profissionalmente.

. Achar que se o parceiro for embora nunca mais terá outro amor.

. Evitar ir ao médico por medo de ser diagnósticado com uma doença grave.

Quando se está sob influência do medo é importante não se deixar absorver pela sua poderosa intensidade. Como fazer isso? É preciso  neutralizar o medo é torná-lo mais objetivo, considerando explicações menos aterrorizantes.

No caso dos exemplos acima:

. O  medo da perda do emprego pode ser racionalizado fazendo duas listas, uma com dados que apoiam esta ideia e outra lista com evidências que contradizem este pensamento. Depois,  deve-se fazer uma avaliação mais objetiva da real probabilidade da situação,  comparando e revendo os dados.

. Diante do medo do desemprego pode-se por exemplo, osbservar que esta situação não é desmoralizante ou trágica sendo bastante comum e que a experiência de ficar desempregado faz com que algumas pessoas descubram novos talentos, desenvolvam habilidades e cresçam profissionalmente.

. Na hipótese da separação pode-se, por exempo, listar todos os medos envolvidos nesta situação e, supondo que se de fato a separação vier a acontecer como poderia agir a partir da nova condição em termos de (ganhos e perdas) valorizando os ganhos.

. Em relação a evitar ir ao médico por medo de estar com uma doença grave, pode-se trabalhar com a evidência de que a prevenção e a cura das doenças estão diretamente ligadas ao diagnóstico precoce e que a atitude de protelar vai no sentido oposto ao desejo e viver com saúde.

Registrar os pensamentos automáticos, identificando os medos irracionais é uma maneira de ajudar a neutralizá-los. Quando  revemos os fatos podemos avaliar mais objetivamente as preocupações.

A melhor arma para lidar com o medo é o conhecimento!

Este texto foi escrito por:
Elisete Costa de Melo
Psicóloga
Cognitivo Comportamental e Terapeuta Familiar
CRP 06/62351

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